Meu primeiro conto

UM ENCONTRO COM O PRAZER

Adinho até que era um carinha legalzinho. Recém formado em um curso técnico de grau médio, o sustento em uma emergência. Tinha opinião formada sobre quase tudo ou, pelo menos, emitia seu ponto de vista em todos os tipos de assuntos. Mas era extremamente arrogante e antipático – e fazia questão de sê-lo -, além de extrovertido e desinibido. Um defeito, todavia, não tinha: era cônscio dos seus defeitos. Sabia que com seu pouco mais de metro e sessenta, com uma carinha oposta aos galãs de cinema e telenovela e não tendo um comportamento convencional no campo da diversão (não frequentava a noite, por exemplo), sequer poderia cogitar um olhar para alguma garota que lhe atraísse. Quanto mais ser olhado ou receber afeto de alguma fêmea humana.
É para tipos como o nosso personagem (real, ressalve-se) que existem as profissionais do sexo. E era somente com elas que ele transava. Naturalmente que com as de quinta categoria, pois além de baixinho e feio, era pobre e chato.
Pobre, não pôde ficar esperando para trabalhar no que gostava (comunicação) e tampouco fazer uma faculdade, que era um de seus muitos sonhos. Outro era tornar-se um grande narrador de esportes. Teve, então, de apelar para seu curso técnico e foi-se embora de sua doce terra natal. Serviço fácil, que lhe exigia muito raciocínio nem mentalização, um trabalho mecânico e rotineiro. Na nova cidade, inicialmente alugara um quartinho em uma pensão simples. Mais tarde, graças a uma previsível ascensão na empresa – pois era competente em tudo que fazia -, ele conseguiu alugar um apartamentinho bem situado na cidadezinha do interior.
Foi então que sua vida começou a mudar. Passou a vestir-se bem, seu jeito carismático, diferente, despojado, extrovertido, polêmico, chamava a atenção das pessoas conservadoras do lugarejo, mas ao mesmo tempo despertava curiosidade das belas do pedaço. Bem defronte seu apartamento morava uma bela morena, 10 anos mais velha que ele. Apesar de estar na casa dos 30, ela era simplesmente perfeita: alta, belíssima, charmosa, desejável, bem fornida, opulenta, torneada, com peitos perfeitos (fartos, firmes, duros e empinados), coxas grossas e bunda grande.
Adinho, naturalmente, continuava com seu modo coerente de agir com relação às mulheres. Seguia à risca o manual dos feios. Consciente, humilde nesse quesito, não dava a mínima para a distinta, que também nem notava sua presença. Sequer se olhavam. Acontece que a deusa morena, na ausência de opções melhores (os demais moradores eram pessoas mais velhas, famílias, casais maduros), decidiu tentar fisgar a companhia de nosso personagem real. Mas o que ela não contava é que o Adinho era duro na queda. Sua vergonha era mais forte que o instinto selvagem. Por isso, o primeiro diálogo foi o mais trivial possível. Encontraram-se casualmente no corredor do andar (que era o quarto e último) e ela, mais experiente e desinibida, segura de si, puxou papo:
– Oi. Então você é o novo vizinho?
– É o que parece, né?
– Prazer. Meu nome é Ivone e moro defronte o seu ap.
– Sinto muito, lamento.
– Como? Não entendi. Por que você sente muito?
– Ora, porque eu não sou um sujeito agradável nem simpático.
– Ah, bobagem, eu te acho simpático.
– Isso é chavão!
– O que é chavão?
– Tu dizeres que me acha simpático.
– Sinceramente, agora entendi menos ainda.
– É simples: sempre as pessoas elogiam as outras; é uma questão de educação.
– Não é nada disso! Se eu não te achasse simpático eu não diria.
– Se me achas simpático prepare-se para uma decepção, então. Bem, mas agora se me der licença, preciso entrar. Até.
– Hei, espera, você não me disse seu nome.
– Adinho.
– Como?
– Adinho, meu apelido, é só assim que sou tratado.

Mal terminou a última sílaba e já estava fechando a porta. Defronte, a linda morena, de cor de cuia, como se recém tivesse vindo de uma temporada na praia, pensava encucada: “Sujeitinho mais estranho. Eu, hein! Tentando ser gentil, fazendo política de boa vizinhança e ele me retribui com patada”.
Passava o tempo e seus encontros eram apenas casuais e raros. Até que um dia encontraram-se novamente no corredor do andar.
— Oi Adinho. Até que enfim conseguirei falar com você novamente. Naquela noite nossa conversa ficou incompleta.
— Creio que não.
— Claro que sim. Afinal, nem sei quantos anos você tem, de onde veio, o que faz.
— Tu, por acaso, está fazendo o Censo? Pelo que eu saiba não é só daqui a três anos?
— Por que você é tão agressivo assim?
— Eu te preveni que sou antipático.
— Mas por quê? O que foi que fiz de mal para você? Só estou querendo ser gentil, fazer amizade. Só tenho colegas de serviço aqui nesta cidade. Sinto falta de uma boa amizade. Além do mais, somos vizinhos, os dois sozinhos... E me sinto muito só aqui.
— Acontece que não estou interessado em fazer amizade contigo. E nem com ninguém!
— Mas por que isso?
— Porque não quero fazer mal e nem contagiar ninguém.
— Contagiar? Como assim? Não estou entendendo...
— Tu não estás fazendo perguntas demais não?
— Acho que não. Então me diz por que você contagia os outros?
— Não se faça de tola. É só olhar pra mim e verás.
— Não vejo nada de errado em você.
— Ta bem, já que tu insistes em se fazer de tola, vou não vou insistir em repetir o que tu já sabes. Com licença.
— Espere, por que você não entra um pouco para me explicar direito isso que me disse. Talvez daí eu entenda alguma cosia. Afinal, não sou tão burra assim. Além do mais estou curiosa, sabia? Todos os homens correm atrás de mim e você foge de mim.
— Não é possível. Estou cansado, com sono, quero ouvir um jogo do meu Vascão. Quem sabe em uma outra ocasião.
— Já vi que você não gosta mesmo de conversar. Que pena, é tão inteligente! Bom, desculpa se fico insistindo, ok?

É, realmente o nosso amigo não é trouxa. Não caiu na conversa mole da gostosa vizinha, que queria enrolá-lo, fazê-lo ficar louco de desejo, como todos os outros pobres incautos daquela pacata cidade.
Well, voltando ao nosso personagem, a coisa foi transcorrendo normalmente. Até que um dia, ou melhor, uma noite fria do outono gaúcho, a campainha soou em seu apartamento. Não era outra que não sua maravilhosa vizinha, com a tradicional conversa mole de sempre e dessa vez convidando-o para jantar com ela em seu ap. Frio e surpreso, Adinho perguntou-lhe por que ela foi convidar justamente ele, um baixinho, feio, chato, pobre e desconhecido. Ao que ela respondeu prontamente:
– Acontece que eu adoro conversar contigo, ora. Você é muito inteligente e enigmático. Além do mais você me deve uma explicação e estou muito curiosa. Não consegui entender seu comportamento.
– Acho que não devo explicação nenhuma!
– Claro que deve. Por que você prejudica os outros?
– Não há o que explicar. Outra coisa: a troco do que tu estás me convidando para jantar? Afinal, não somos amigos.
– É que hoje é meu aniversário e não quero comemorar sozinha.
– Mas por que você não comemora com seus familiares?
– Porque eles são do interior, do litoral do Paraná.
– Mas então por que você não convidou teus amigos?
– Porque não tenho nenhum amigo aqui.
– E conhecidos, colegas?
– Não tenho conhecidos aqui. Só você. E minhas colegas são chatas ou casadas. Não gosto delas.
– É, mas mesmo assim não vejo motivo para me convidares.

Mas ela insistiu tanto, implorou, fez carinha de tristinha que ele acabou aceitando o convite. Tomou um banho, colocou uma roupa casual, perfumou-se e foi até o apartamento dela. Ela contou que era separada há três anos, que casara muito jovem, aos 20 anos, e que seu casamento não resistira à crise dos sete anos. Seu marido era do tipo comum, alto, bonito, forte e jovem, mas possessivo, tratava-a mal, traía-a e não havia nada de afinidades.
Contou-lhe também que sexualmente ele não dava o menor valor a ela, trata-a como se um instrumento de prazer, tão-somente.
Ele, então, revelou que tinha apenas 20 anos, exatamente 10 menos que ela. Que era natural da Zona Sul, fora um guri criado no mato, campeão de guerra de bosta, de truco e nado de costa. Ao que ela respondeu com uma exclamação:
– Dizem que os gaúchos são muito machos. Só espero que você não seja pelotense, que são as ovelhas negras do Estado.
– Isso é lenda! Coisa do passado. E saiba que sou pelotense.
– Ah, então ta explicado porque você foge de mim. Não gosta de mulher. Isso prova que é verdade o que dizem de vocês.

Ele rebateu, respondeu que isso não é verdade, que a fama vem dos tempos do fausto que a economia do século XIX proporcionava à cidade, que vivia das charqueadas. Isso tornava os pelotenses os mais ricos do Estado e permitiam que viajassem para a Europa, que seus filhos estudassem nas melhores universidades de então. Por isso eles se vestiam bem, eram educados e refinados e acabavam provocando inveja nas demais regiões. Daí surgiu a fama.
Durante o jantar, regado por um bom vinho búlgaro, várias vezes ela pousou sua mão na dele. Depois, ela sentou-se nas almofadas, deixando à mostra o belíssimo par de coxas, pois estava de vestido curto e decotado. Era realmente uma morena lindíssima, com mais de 1m70, cabelos pretos, lisos e compridos, usava maquiagem forte nos olhos negros, provocantes. Os seios cônicos, que ele podia perceber pelo decote ousado que ela ostentava. Pôde reparar que ela não usava sutiã. Por isso conseguia ver parte do mamilo róseo, tentador. Os bicos túrgidos pareciam que iriam “furar” o tecido. O vestido preto era apertado, fino, e se podia ter uma noção do corpão de Ivone.
Numa última e desesperada tentativa de não ferir suas convicções, ele perguntou-lhe por que ela escolhera ele, um serzinho tão desprezível, tão desprovido de quaisquer atrativos físicos para fazer-lhe companhia, ao invés de um homem alto, bonito, forte, jovem e rico como tem aos montes na cidade. Ela respondeu-lhe que queria alguém diferente, que a desejasse muito e que esse alguém era ele.
Ela, então, colocou uma música e começou a dançar com gestos lascivos e provocantes. Seus lábios carnudos – e que lábios! – provocavam, pois ela lambia-os molhando o forte batom carmim. Lentamente, ela começou a fazer um strip tease. Primeiro ela abaixou as alças do pretinho básico e liberam seus peitões lindos, cheios, os mamilos duros e convidativos. Depois começou a abaixar o restante do vestido vagarosamente. Adinho estava paralisado, cristalizado, parecia mumificado. Nem respirava. Após passar pela cinturinha fina, o vestido caiu aos pés e revelou um bundão carnudo, com polpas macias. Estava sem calcinha e se podia notar uma minúscula marquinha de bikini. Os pelinhos pretos eram ralos. Já estava avolumada, inchadinha, quentíssima e entreaberta. Os grandes lábios já estavam receptivos para uma língua e para o pau.
Então ela se aproximou dele, abraçou-a envolvendo-o completamente, pois era dez centímetros mais alta e tinha dez quilos a mais (ele com apenas 1m62 e 57kg). Seus lábios carnudos procuram os dele, que estavam fechados. A língua macia dela forçou e buscou a língua de nosso afortunado personagem real, que a essas alturas estava com uma ereção de 100%, que lhe doía os colhões. As duas línguas sugaram-se num beijo longo e molhado. Ela abaixou-se, abriu a braguilha dele e buscou faminta sua piça duríssima. Beijou a glande vermelha e inchada, lambeu toda a extensão dos 14cm, abocanhou tudo e fez uma sucção tão forte que ele não resistiu, dando-lhe uma boa dose de leitinho light.
Então foi a vez dele retribuir. Após abraçá-la e beijá-la novamente, desceu seu bocão até os peitões, beijou-os, lambeu-os e abocanhou com avidez, detendo-se nos mamilos durinhos. Foi, depois, baixando, beijou seu umbigo, o ventre, os coxões, passou pra trás, chupou as polpas, o bundão e finalmente caiu de boca naquela bocetinha pequenina e linda. Ela arfava de tesão e prazer. Ele primeiramente beijou levemente os grandes lábios, depois lambeu o grelinho duríssimo e avermelhado até sugar toda a boceta com avidez de um beijo na boca. Seu linguão se introduzia o máximo que podia naquela vagina vermelha, num cunilingus que lhe provocou um orgasmo alucinante, entorpecido. Ela se virou de lado e tentou até sorrir. Mas o cansado não permitiu. Levantou-se e foi tomar um banho, pois estava suada. Voltou com sua nudez enlouquecedora e atracaram-se em um novo beijo. Percebendo que o caralho de sua vítima estava duro novamente, empurrou-o e derrubou-o nas almofadas. Ato contínuo, pulou em cima dele e sentou-se numa estocada só, fazendo o “pequeno” 14 sumir em sua xana melada. Ela cavalgou com força e energia. Enquanto ele mamava os peitões Ivone atingiu um segundo orgasmo intenso.
Como nosso amigo continuava “duro na queda”, ela se virou de lado e deixou o bundão de mais de metro à disposição. Aproveitando a posição, ele beijou e lambeu aquela bunda redonda e carnuda e deteve-se no cuzinho virgem. Ela se arrepiou de tesão e implorou:
– Vai, tesudinho, come meu cuzinho, vai. Fura ele, pois é fechadinho. Até hoje ninguém ousou tocá-lo. É todo teu. Vem, enfia essa pica gostosa no meu rabo, vai. Quero ver se é bom mesmo, como dizem minhas amigas!
Ele, então, começou a operação penetração anal. Primeiro a cabecinha na portinha, o cuzinho foi se abrindo aos pouquinhos e “sugando” a chapeleta pra dentro. Depois que a cabeçorra passou, o resto entrou ao natural. Foi uma sodomia de causar inveja à Sodoma & Gomorra. Ele meteu e socou com força e enrabou aquela morena até proporcionar a ela um terceiro orgasmo. Então ela, enlouquecida, rebolou até extrair mais porra, que encheu seu cuzinho.
Daquela noite em diante, muitas vezes eles repetiram aquilo que Ivone denominou “o melhor aniversário de sua vida”.
Pois é, meus corajosos leitores. O nosso amigo estava pela primeira vez feliz na vida, pois teve um encontro com o prazer.

Escrito pelo Condinho de satoleP em 6 de dezembro de 1978.




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